sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
a luz da manhã
do seu ventre branco uma mulher retira uma raiz. no acto continuo a raiz adensa-se em ramo de laranjeira carregando papoilas em flor, agapantos, flores de laranjeira e folhagem carnuda cinzenta. São lindissimas as mãos vividas desta mulher. O ramo é dividido. Contra uma janela, no interior luminoso de um parapeito, cada uma das partes é colocada em distintos jarros transparentes.
A silhueta do ramos
recorta
a luz da manhã.
sábado, 21 de Novembro de 2009
principe real
A chuva já não apazigua o meu coração.
este tornou-se maior do que eu.
sábado, 17 de Outubro de 2009
OPEReta REFLEXIVa DE MOTE GASTRONÓMICO
Personagens:
Coro Femenino
Coro Masculino
A batedeira- testemunha
A Panela de pressão-Testemunha
Viril Couve Galega
O pau de incenso japonês que queima e se desvance
Coro feminino, cantando baixinho, ao som da harpa:
Ai ai o abacate, estava maduro e a grávida comeu-o.
Num ataque nocturno, a grávida atacou o abacate, meu deus o unico maduro!
(ritmo certo de chuva a cair, cadenciada)
O pequeno almoço do gastrónomo experimental...
Coro masculino + orquestra de ferros em ritmo acelarado:
hOmessa homessa como poderá ser?!
Grita com voz estridente a panela de pressão, sobrepondo-se ao coro:
a criança tem o ranho verde a cair,
a gripe a chegar, haverá uma vitamina C para a ajudar?
Responde em alvoroço a batedeira:
Laranjas há sim, um bom manancial
mas ho!
são o pequeno almoço do gastrónomo experimental,
a criança que fique mas é a ver,
que para ela não há nada para comer!
investe o coro masculino ( acompanhado de lento andante de piano):
ora, privado foi já o senhor de seu maduro abacate,
em infame investida nocturna por mulher de biscate
quer agora a criancinha insuportavel sacar-lhe o citrino
alguem venha socorrer o pobre ragazzino!
Coro feminimo:
Ora pois assim é, e nem vão acreditar
segue a estória pela noite, continuando o saque sem parar.
Tudo contado para resultar, em dieta experimental
fiquem as gravidas a olhar
e as crianças a chorar
que mais importante é a saude desse percurso de termo anal.
Continua a panela de pressão:
No choro da doença come a criança a manga
ora seca assim estava
e por ela o senhor ansiava.
Coro masculino:
Chegado a casa o senhor notou
que a manga tropical
pelo goto da criança
conhecera o seu final,
Panela de pressão em grito:
Coitado coitado!
Coro masculino:
Assaltado de modo infame
levaram-lhe a manga e só ficou o inhame!
Coro Feminino:
mais ainda não vão crer,
do que ficou para acontecer!
das amendoas descascadas
restavam apenas algumas,
ali timidamente deitadas.
pobre gastrónomo experimental, todos tem de acordar, para poder estas ofensas averiguar!
Viril couve galega com voz de Tenor:
O melhor é que se entenda
que as comidinhas é preciso respeitar
caso contrário (avisa de viva e peitoral voz):
o melhor - sua grávida, será juntares os tarecos e bazar!
Canta doce o pau de incenso ( tem a voz do vocalista dos Kean):
Espuma dos diasssss, espuma dos diassss
a vida que se desvanece
a dor que não perece...
Coro masculino ( antecedido de musica de abertuda de tourada e em simultaneo com percursão ritmando as silabas):
calorias ingerir
focar nos objectivos e seguir!
Pau de incenso, lânguido:
gastronomo experimental ... gastronomo experimental...
enganar o tempo e a morte:
tens de saber que não terás sucesso em empresa tal...
que triste existencia
não querer perecer
e sem amor não há a essencia
nem no mais perfeito abacate acabado de amadurecer!
Pau de incenso ( com leve percursão, de novo, de chuva nos vidros):
espuma dos diassss espuma dos diasssss
Panela de pressão ( em ritmo lento mas crescentemente estridente):
ai que tormento que volta a acontecer
criancinha que chora quando o que o senhor precisa é comer
Batedeira :
aparece a grávida para irritar
volta a mexer nas "coisas dos outros"
para a criancinha calar.
Couve galega viril:
era só o que faltava a Tamara à criança ceder
não interessa a fome que tem
o gourmet é para eu comer!
Panela de pressão em ritmo acelerado:
o bébé a gritar, com fome sem parar
mas o que interessa, o que interessa?!
o importante é a dieta do senhor respeitar!
Couve galega em tom viril e sempre ponderado, em crescendo e grave expressão:
- Já te avisei ó grávida para teres tento!
tenho tudo contado
não queiras ficar em desalento.
Volto a lembrar o abacate saqueado
e o preço que por ele tem sido pago
e não queiras mais atentar
contra o meu bem estar alimentar!
Coro feminino ao fundo:
a espuma dos diassssssss.....
a espuma dos diassssssss...
Pau de incenso sussurra, cantando, à medida que entra o violoncelo do suite nº1 de Bach:
Sou agora e em cada instante
a chama do que fui.
quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
terça-feira, 18 de Agosto de 2009
A cauda do cometa
segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
curta#4
curta#3
curta#2
curta#1
sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
a antiga estória do urso
quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
blues
Corro as planícies escurecidas por uma noite que cai sem convite. lenta e azul, na velocidade das janelas sobrepostas em reflexo, deste comboio nocturno. Oiço, vindas das profundezas da minha memória, as notas ritmadas que alinham, contextualmente, the night train. recordo a imagem de Dough Aitken, outros tempos e outras vidas, e vejo as copas das árvores tomarem a forma das nuvens, escuras todas, desenhadas a ponta seca contra as réstias de luz no céu. Um saxofone ... the night train pesa sobre as minhas pálpebras quando olho o reflexo do meu rosto no vidro. Já fui mais jovem e o meu olhar já foi mais leve. Por detrás deste, as nuvens são as copas das árvores e as copas das árvores tomam a forma de animais. Portentosos animais que se movem rápido e destros, correndo sobre a superfície lustrosa dos campos cultivados. Animais híbridos de um tempo sem memória vestem um corpo de folhagem e movimentam-se mais rápido que o vento - vejo um enorme rinoceronte perseguindo uma ave de longas pernas, atrás destes, segue um puro sangue, leve, rapidíssimo. o denso touro negro recorda-me a pintura grega e no vicio das imagens não consigo deixar de procurar os acrobatas filiformes saltando sobre o seu dorso. correndo, correndo mais rápido que as notas que ritmam os seus movimentos, o seus olhares cruzam-se, fixos, fundos como a noite, com o meu. mergulho nas profundezas, the night train. foto:http://www.flickr.com/photos/thisisawakeupcall/117029276/
segunda-feira, 27 de Julho de 2009
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quarta-feira, 15 de Julho de 2009
voltei hoje
quinta-feira, 18 de Junho de 2009
trans-onirico acidental
sábado, 13 de Junho de 2009
Sto António de Lisboa
palavra e coisa para aqui e lembras-te do que disseste para ali, do que pensaste e sentiste, do que desejas-te e fizeste. e da ultima vez e ontem e daquela vez e sempre, afinal foi sempre assim, sempre soube e ai pois isto e aquilo, e, e podia ser tudo simples, ser culpado é o mais fácil, afinal depois de todas as parvoices que já dissemos, o que resta para acreditar?
sexta-feira, 12 de Junho de 2009
sábado, 23 de Maio de 2009
A. de cArtomante
Contra este tapete antigo sonho a presença do teu olhar. Persegue-me o brilho do único olho com que me vês: ao outro está reservado o consenso do mundo, onde te partilhas nessa imagem que nos assegura a sanidade. E perseguem-me as tuas palavras. Persegue-me a certeza da imagem nestas sonhada. Eu estarei lá sim, nesse dia em que tudo mudará.quinta-feira, 30 de Abril de 2009
p de paraiso e p de promessa
terça-feira, 28 de Abril de 2009
obliquidade temática
domingo, 12 de Abril de 2009
latitude D.
terça-feira, 7 de Abril de 2009
Jade
quinta-feira, 2 de Abril de 2009
sexta-feira, 20 de Março de 2009

Cada noite, conto-te uma estória, das que tu me ensinas. Aprendi a ler o mundo, no desfolhar das copas e no brilho salgado das ondas. contigo. Na tua presença, voltei a nascer, em cada toque, em cada sensação. Conto-te as estorias do mundo que me mostras, da vida que tu me ensinas. Cada noite, antes de te ver partir.
pérolas
quarta-feira, 18 de Março de 2009
Afinal

terça-feira, 17 de Março de 2009
Sorbonne

America dos Indios
nas ilhas das noites quentes
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segunda-feira, 2 de Julho de 2007
VANDELLI BOX

sexta-feira, 29 de Junho de 2007
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Um raio único
quinta-feira, 28 de Junho de 2007
Botânica
Sinto as minhas costas estenderem-se contra o colchão mole. Também são costas antigas. Na ausência do teu perfil, tento localizar no papel de parede os teus sonhos, e os sonhos que aqui sonhámos juntos.



